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Não mais vulnerável


Por OM Internacional

Tradução de Rodrigo Mendes

Revisão de Eunice Amaro

Da tentativa de sobreviver a cada dia para liderar a comunidade no desenvolvimento, os membros de um grupo de autoajuda (SHG) na aldeia de Katete na Zâmbia estão sendo transformados drasticamente. "Eu nem conseguia reconhecê-los quando vieram para o acompanhamento", disse Golden Kateya, coordenador do SHG. "Ninguém poderia dizer que essas senhoras confiantes eram as mais vulneráveis antes".

Katete, localizada em uma das áreas remotas ao longo do Lago Tanganyika, fica a nove horas de barco de Mpulungu, a principal cidade portuária da Zâmbia. A equipe da OM em Lake Tanganyika iniciou um SHG em 2016 entre as mulheres mais vulneráveis da aldeia. O grupo se reúne duas vezes por semana para aprender a se associar às pessoas, usar os recursos ao seu redor e incorporar a Palavra de Deus em tudo o que elas fazem. As mulheres começaram a reconhecer seus próprios talentos e a aumentar sua autoconfiança.

Rose

Durante o treinamento, uma das mulheres, Rose, foi identificada como uma boa líder. Após seis semanas de treinamento, Rose começou a liderar o grupo, para que o facilitador pudesse avançar e iniciar outros grupos.

Rose ajudou as 17 senhoras do grupo a continuarem praticando o que aprenderam. Alguns meses depois, Rose começou a sofrer de dor no estômago. Na aldeia não há clínicas, apenas um homem com alguns remédios. A dor de Rose piorou tanto, que ela não conseguiria fazer o translado de barco de três horas, ou uma hora a pé, até a clínica mais próxima. Ela não teve escolha senão receber remédios do "médico".

Mesmo tendo melhorado, o problema não havia acabado. O homem cobrou K3,000 (US $ 300 USD) pelo remédio, o que é uma quantia alta para ela. Ela chamou Golden para ajudá-la, mas ele só poderia dar-lhe um empréstimo de K100 (US $ 10 USD). Como não havia sido uma boa temporada para os negócios, então ela só tinha conseguido ganhar K1.200 (US $ 120 USD) para pagar o homem. Ao mesmo tempo, ela ainda liderava o grupo.

Todas as senhoras ouviram a história de Rose e, como ela estava sendo pressionada a pagar, sem contar a ela, o grupo decidiu contribuir com K900 ($ 90 USD) para ajudar Rose. Essa quantia veio do dinheiro compartilhado que o grupo havia economizado para ajudar a começar as empresas. O grupo expressou sua apreciação e o quanto elas estavam felizes por ajudar sua líder e amiga. Ainda mais, o incidente levou-as a pensar sobre o desenvolvimento da comunidade. Agora o grupo quer construir uma clínica para a aldeia. Usando os K9,000 (US $ 900 USD) que economizaram ao longo do ano, o grupo iniciou outros projetos para beneficiar a comunidade, como cavar um poço e comprar um barco para o transporte.

"Antes elas só podiam se concentrar em si mesmas e mal conseguiram sobreviver, mas agora essas senhoras desempenham um papel importante na aldeia. A unidade entre elas é tão bonita", disse Golden. A autoajuda não é apenas um nome. É a sua própria experiência. Antes do SHG, algumas dessas famílias só podiam fazer K1 (US $ 0,01 USD) por dia. Mesmo preparar refeições era um desafio e enviar as crianças para a escola estava muito além de suas habilidades. Golden compartilhou que todas as senhoras agora podem oferecer três refeições por dia a suas famílias e seus filhos estão todos na escola. Rose até começou um novo SHG para encorajar mais mulheres na aldeia. "Deus realmente mudou essas senhoras de dentro para fora", disse Golden.

Os grupos de autoajuda (SHG) são formados, ao longo da margem do lago, para chegar às mulheres marginalizadas e mais vulneráveis. Ao longo do lago, as pessoas se voltam para bruxaria e sacrifícios para garantir uma boa pesca. As pessoas acreditam nos espíritos, praticam bruxaria, usam encantos e são, geralmente, vinculadas ao medo. A falta de capacitação contribui para a desnutrição, casamentos precoces e obriga as crianças a abandonarem a escola para buscar trabalho, a fim de aumentar a renda. Os SHGs existem para abordar essas questões e capacitar as comunidades a partir de um nível individual, trabalhando em nível familiar e depois para nível comunitário.

Texto original

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