O fim


Anna Wegermann trabalhando com as crianças

Por Anna Wegermann

"Por várias vezes eu tentei coletar e combinar as palavras que pudessem me fazer expressar o que o meu tempo a bordo do Logos Hope significou, não demorou muito para que eu percebesse que, sem considerar os meus seis meses de CTM na OM Brasil, eu nunca conseguiria descrever o que toda essa jornada eternizou em mim.

A vida é uma jornada, é o que diz no deck 3 da maior (e única) livraria flutuante do mundo, todos nós estamos indo para algum lugar e cada parte de nossa vida é uma estação diferente. A OM Brasil foi para mim tão importante que nem sei explicar, importante para que eu me desvinculasse de uma imagem “ela trabalha na igreja por ser filha do pastor”, importante para me mostrar o quanto amar as pessoas é necessário mesmo quando elas não te entendem ou não gostam de você, importante pra saber que não existe hora ou momento certo para ter tato para falar com os outros e importante para saber que nem tudo que existia em mim precisava mudar, porém essa consciência do que devemos ou não mudar, vem de Jesus e não de nós mesmos.

Foi com essa ideia em mente que eu empacotei meus 32kg de coisas que eu não usaria, coloquei nas costas e fui em direção ao um dos meus maiores sonhos: ser missionária. Eu estava radiante, garanto para vocês, empolgada para o ministério, ansiosa para conhecer novas pessoas, fazer novos amigos, crescer na minha vida emocional e espiritual, mas a vida, meus amigos, é uma caixinha de surpresas, e na minha primeira semana eu descobri que se eu quisesse mesmo viver do que eu chamava de ministério eu teria que abrir mão de muitas horas de sono e liberdade.

À bordo nós te