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'É sobre Jesus no seu coração'


#SudestedaÁsia Quando Palin* participou de sua primeira conferência, em Toronto, Canada, no verão de 1979, a maneira simples, mas ousada de ação dos obreiros da OM o deixou impressionado. “Quando eles oravam, eles realmente acreditavam que Deus pudesse mudar o mundo", recorda ele.


Para Palin, porém, naquela época, conseguir um emprego estável parecia muito mais interessante do que orar ao vento. “Esse é um bando bizarro de pessoas”, pensou ele. Mas como, em breve, ele iria perceber o Deus que muda o mundo em resposta a orações também tem senso de humor.


Palin tem uma personalidade exuberante e uma inteligência enciclopédica, capaz de organizar um conjunto de fatos que vão desde citações de Tim Keller até a geografia das Maldivas. Nascido em Gujarat, uma região do norte da Índia, de pais e avós cristãos, Palin diz que cresceu ouvindo histórias de Davi e Golias e de Jonas e da baleia, mas ele lidava, de forma apenas superficial, com os ensinamentos cristãos.


Quando completou vinte anos, mudou-se para os Estados Unidos para estudar engenharia química na Universidade do Tennessee, em Knoxville. Embora ele se considerasse um agnóstico e achasse que Deus fosse apenas para os "perdedores", Palin se envolveu com as reuniões semanais da Bíblia da InterVarsity Christian Fellowship (Fraternidade Cristã da Bíblia InterVarsity) no campus.


Então, na véspera de Ano Novo de 1976, ele participou da Urbana, uma conferência de missões, na qual Billy Graham desafiou o público a refletir se eles realmente conheciam o Senhor. Isso tocou o coração de Palin, e, então, na primeira semana de 1977, ele orou por uma relação real e pessoal com o Salvador, abandonando os "jogos evangélicos" que vinha jogando.


Mas apesar de sua nova fé, Palin hesitou em entregar totalmente a direção de sua vida ao Senhor.


"Eu acreditava em Jesus", diz ele, "mas era como dividir uma cadeira com ele. Eu tinha aceitado, e concordado que Ele sentasse comigo, mas eu, Palin, não iria me levantar. Eu vou dar algum espaço para você na minha vida, mas não é para você ser o centro dela.”


Depois de se formar, Palin começou a trabalhar com engenheira química. As missões permaneceram longe de seus pensamentos, até que o pastor de sua igreja, no Tennessee, o convidou para a conferência de Toronto, onde Palin se assustou com a simples e ingênua confiança dos cristãos. Palin, eventualmente, participou de outra conferência da OM, em 1980, em Akron, Ohio. Daquela vez, ele diz, sentiu-se como se Deus o estivesse chamando para servir na Índia por um ano. Isso significaria recusar uma oportunidade de trabalho lucrativa, mas as palavras de seu pastor ecoaram em sua mente: se o mundo tivesse um engenheiro químico a menos, isso realmente faria diferença?


Participando de missões


"Cuidado com missões de curto prazo", diz Palin, com um sorriso maroto. Um ano com OM na Índia logo se transformou em dois, depois cinco, depois vinte. Se Deus o tivesse chamado, no início, para trabalhar para o OM por toda a vida, diz Palin, ele, quase certamente, teria se tornado um Jonas moderno. Mas Deus é paciente conosco, dando-nos apenas aquilo com que podemos lidar no presente, diz ele. Durante seu tempo com a OM, Palin também conheceu sua esposa Julia*, da Malásia. Eles têm servido o Senhor juntos desde o casamento em 1981, e agora têm dois filhos.


Depois de duas décadas na Índia, Palin e Julia voltaram para Memphis, onde ele se tornou um pastor de missões. Cerca de dois anos atrás, eles voltaram para a OM, desta vez, para trabalhar no sudeste da Ásia. Uma parte significativa do trabalho de Palin envolve treinar e ajudar os obreiros da OM a lutar contra as implicações culturais do evangelho em seu contexto. Como a verdade do evangelho transcende a cultura, segundo Palin, os seguidores de Jesus devem ter cuidado ao impor os aspectos culturais do cristianismo sobre outros crentes, usando contextos alheios aos princípios bíblicos. "Às vezes, achamos que somos mais espertos que o Espírito Santo", diz ele.


O trabalho do evangelho será diferente em cada cultura, diz Palin, e forçar uma versão ocidental do cristianismo sobre os outros pode repelir potenciais crentes. Ele dá o exemplo de seu amigo budista, que seria repelido pelo estilo de adoração da banda de rock em muitas

igrejas modernas e ocidentais. Em contraste, uma igreja na Índia iniciada por Palin se adaptou à cultura local imitando o estilo 24/7 de oração comum nos templos hindus, proporcionando oportunidades para os buscadores virem a qualquer hora do dia para orar e conversar sobre uma xícara de chá.


Segundo Palin, Jesus e a Igreja não estão vinculados a nenhum rótulo cultural ou religioso, nem mesmo pelo rótulo de "cristão". "Não há comida 'cristã', não há vestido 'cristão', não há casamento 'cristão', você pode sentar em elefantes e se casar porque tudo com que me importo é sobre Jesus em seu coração, diz Palin.


*Nomes alterados por questões de segurança


Tradução por Orlando Silva

Revisado por Eunice L. Amaro

Texto original aqui.

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